sexta-feira, 10 de outubro de 2014

EBOLA - ABORDAGEM CLÍNICO-PATOLÓGICA

O atual momento é delicado, uma vez que o vírus Ebola tem sido propagado, em grande magnitude com uma suspeita no Brasil. Então, falemos aqui, um pouco mais sobre o vírus e as características da doença por ele provocada. 

Introdução, virologia, transmissão
O Ebola é um vírus - "Ebolavirus" que pertence à família denominada "Filoviridae", por serem vírus de forma filamentosa. Estes filovírus encontram-se entre os patógenos mais virulentos causadores de infecções de cunho letal em humanos. A doença é conhecida como Febre Hemorrágica pro Ebola (FHE). É um vírus constituído de RNA de fita simples protegido por um capsídeo e envelopado. Há quatro subtipos de Ebola (Ebola-Ivory Coast; Ebola-Zaire; Ebola-Sudan e Ebola-Reston). Estruturalmente são partículas virais formadas por longos filamentos em vorma de U que contêm fita simples de RNA e, por causa de sua periculosidade, são classificados como patógenos de classe biológica IV (alta periculosidade). No que tange ao seu genoma, o Ebola possui as seguintes proteínas estruturais: glicoproteína do envelope (GP), nucleiproteína (NP), proteínas da matriz (VP4 e VP40) e proteínas não estruturais (VP30 e VP35). A transmissão do vírus ocorre por contato. Não foi descrito nenhum contágio pelo ar, mas sim por contado direto com sangue, secreções ou materiais infectados. A infecção domiciliar está em torno de 3 a 17% e as infecções nosocomiais com maior potencialidade para os profissionais de saúde que não aplicam corretamente os protocolos padrão, no cuidado com os indivíduos infectados. 

Quadro Clínico
O período para incubação varia de 2 a 21 dias para a FHE e, de 3 a 9 dias para a FHM (Febre Hemorrágica por Marburg - outra variante do filovírus). O início da doença é abruto e caracterizado por febre alta, cefaléia, dores musculares e articulares, dor de farganta, adinamia, seguidos de vômitos, diaréia e dor abdominal. Outras manifestações comuns, incluem fotofobia, linfadenomegalia, hiperemia conjuntival, icterícia e pancreatite. O envolvimento do sistema nervoso central pode ser manifestado através de sonolência, delírio ou coma. Com o evoluir da doença, manifestações hemorrágicas como petéquias, equimoses, hemorragias nos sítios de punção venosa e sangramentos internos ocorrem em metade dos pacientes. Perto do quinto dia da doença, muitos pacientes desenvolvem exantema maculopapular no tronco. Na segunda semana de doença ocorre uma defeverscência dos sintomas e o paciente melhora nitidamente ou evolui para óbito com falência múltipla de órgãos, acompanhada de coagulação intravascular disseminada (CID) e choque. A mortalidade para estes vírus ocorre entre 50 e 80%.

Patogênese
Embora pobremente conhecida, a fisiopatologia ocorre quando a glicoproteína do vírus é sintetizada e secretada através da membrana e liga-se preferencialmente às células endoteliais, fagócitos mononucleares, e hepatócitos. Os níveis de citocinas pró-inflamatórias, como IFN-g, IL-2, IL-10, TNF-a aumentam ao ponto de desencadear disfunção vascular e respo´sta inflamatória, responsáveis pelas manifestações hemorrágicas fatais da FHE. 

Diagnóstico
Não pode ser simplesmente baseado em dados clínicos, visto que o diagnóstico diferencial envolve outras causas de FH. Leva-se em conta os antecedentes epidemiológicos de viagens à África e contato com macacos de pessoas com FH e trombocitopenia, leucopenia e aumento de transaminases. Tudo isto deve levar à suspeita de filovirose. Deve isolar o paciente, notificar as autoridades e realizar o diagnóstico laboratorial, por meio de testes sorológicos ELISA-IgM, PCR (técnica de identificação genética - Reação em Cadeia da Polimerase - em inglês: Polimerase Chain Reaction) e/ou isolamento viral.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma sucinta abordagem sobre cortisol e hormônios gonadotróficos.

Os glicocorticóides são hormônios esteróides, derivados do colesterol. O cortisol (ou hidrocortisona) é o principal hormônio produzido pela região cortical da glândula supra renal. Obedecendo a um ritmo circadiano, com elevações maiores pela manhã. Segundo o estudo de Breen (2003), elevações dos níveis de glicocorticóides suprimem a secreção de LH, geralmente, relacionado à condições de desajuse hormonal devido à menopausa. Testes em ovelhas ovariectomizadas (que simulam a menopausa, mas não o climatério), mostram isto. Os glicocorticóides possuem efeitos fisiológicos importantes. 
No músculo, seu efeito é catabólico. Assim, inibem a captação e o metabolismo da glicose, reduzem a síntese protéica e aumentam a liberação dos aminoácidos e lactato; 
No tecido adiposo, seu efeito é lipolítico. Estimula a lipólise e aumenta a liberação de ácidos graxos livres (AGL) e de glicerol; 
No Fígado, seu efeito é sintético. Aumenta a gliconeogênese, glicogenogênese, atividade da G6Ptase e, por fim, aumenta a glicemia; 
No sistema imune possui pelo menos três efeitos: supressor - reduz a contagem dos linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos circulantes, inibe a produção da IL-2 por linfócitos T, interfere no processamento dos antígenos, na produção de anticorpos e sua eliminação; efeito anti-inflamatório - reduz a migração de neutrófilos, monócitos e linfócitos para os focos da lesão; outros efeitos - estimula a liberação dos neutrófilos pela medula óssea e interfere na migração destes para fora do compartimento vascular; 
No sistema Cardiovascular seu efeito é aumentar o débito cardíaco e tônus vascular periférico; 
Nos Rins aumenta a taxa de filtração glomerular e facilita a regulação do equilíbrio hidroeletrolítico; 
Outros efeitos - resistência ao estresse, antagonismo da insulina, o que, nesta circunstância promove aumento da glicemia. 
A produção dos principais hormônios sexuais (testosterona no homem e estradiol na mulher) é regulada através de dois hormônios hipofisários: o hormônio luteinizante (LH) e o folículo estimulante (FSH). Além disso, existem outras substâncias diretamente reguladas por este eixo, como os precursores androgênicos e a progesterona. A complexidade da relação hipófise-gônada faz com que pequenas alterações, em qualquer dos hormônios que participam da sua regulação, possam promover um grande impacto no eixo gonadotrófico. Doenças que diminuam a produção de LH e/ou FSH levam a um quadro de hipogonadismo hipogonadotrófico, enquanto que alterações primárias em gônadas (testículos ou ovários) levam a um hipogonadismo hipergonadotrófico.

A Síndrome Metabólica (doença caracterizada por alterações no metabolismo glicídico, obesidade, hipertensão e dislipidemia) altera o eixo gonadotrófico de diferentes maneiras em homens e mulheres. Em homens, existe uma diminuição dos níveis plasmáticos de testosterona total e livre, das proteínas de ligação dos hormônios sexuais (SHBG), uma atenuação da amplitude dos pulsos de LH e um aumento nos níveis de estradiol. Nas mulheres, por sua vez, existe um aumento dos níveis de testosterona e das gonadotrofinas, além de uma diminuição nos níveis de estradiol e da SHBG, segundo Matos et al. (2003).  
Aparentemente, não há uma relação direta descrita significativamente entre os níveis aumentados de cortisol e níveis relativamente baixos de LH e FSH, exceto em condições em que a mulher esteja na menopausa. Porém, há outras causas, mais específicas e significantes, de aumentos dos níveis de cortisol. A superprodução de glicocorticóides ou síndrome de Cushing (por um tumor na supra renal), estimulação excessiva da síntese e liberação pelo ACTH devido a tumos hopofisário, estão entre as causas mais graves. Uma das manifestações clínicas mais comuns ao excesso de glicocorticóides consiste no início relativamente súbito de ganho ponderal (geralmente central), espessamento facial. Outros achados incluem hipertensão, intolerância à glicose, diminuição da libido (em homens), diminuição do fluxo menstrual em mulheres pré-climatéricas (erroneamente chamadas de menopáusicas), debilidade e fraqueza muscular.


Referências

Matos et al. - Neuroendocrinology of the metabolic syndrome - Arq Bras Endocrinol Metab vol.47 no.4 São Paulo Aug. 2003.

Breen & Karsch - Does Cortisol Inhibit Pulsatile Luteinizing Hormone Secretion at the Hypothalamic or Pituitary Level?, Endocrinology, 145 (2), 2004.

McPhee & Ganong - Fisiopatologia da Doença - uma introdução à medicina clínica, 2007.
Silva,RC - Uso clínico de glicocorticóides, in: Lopes, AC e Cols. Diagnóstico e Tratamento Vol 2, 2006.

Molina, P. - Fisiologia Endócrina, 2007.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

FIBROMIALGIA - CONCEITOS FISIOPATOLÓGICO E CLÍNICO

Conceito:
Fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor crônica e difusa associada à presença de pontos dolorosos específicos. 

Epidemiologia:
0,7 a 5,0% da população geral é acometida por esta síndrome. No Brasil, é estimado que 2,5% da população seja acometida. Embora a prevalência seja de 8 indivíduos do sexo feminino para 1 do sexo masculino, estes dados são  baseados em critérios diagnósticos do Colégio Americano de Reumatologia (ACR). Se forem consideradas apenas como critério diagnóstico, dores crônicas e difusas, provavelmente este número estimado seja menor. Em linhas gerais, a idade média de início de sintomatologia é de 49 anos, mas a faixa etária é entre 25 a 65 anos. 

Fisiopatologia:
Em princípio, em última análise, há uma deficiência na 'interpretação' da dor pelo SNC. A síndrome se caracteriza por aumento da aferência nociceptiva central, o que é, em outras palavras, aumento da sensibilização central dos estímulos. Como consequência, há modificações na aquisição, percepção e interpretação da dor. O resultado clínico é aumento dos estímulos nociceptivos que resultam em aumento da sensibilidade dolorosa e, mais intensamente, desprazerosa ou, hiperalgesia. Além disso, há sensação de alodínea, que é a sensação de dor, por estímulos que dantes não eram dolorosos. Ocorre nesta mesma faixa nociceptiva um fenômeno de 'neuroplasticidade' central, onde as conexões entre fibras nervosas ampliando e amplificando as regiões e sensações de dor. 
Para entender sobre as limitações de dor, veja mais informações em (http://fisiologia-patologia.blogspot.com.br/2010/06/dor-aspectos-fisiopatologicos.html).

Clínica:
A principal queixa é dor crônica. As regiões axiais e periféricas do corpo são envolvidas e geralmente pode ter início localizado na região cervical. Além disso, a dor pode estar associada a uma sensação subjetiva de edema e parestesias. A fadiga mental  e física é relatada por 76% dos pacientes. Além disso, outros órgãos são afetados. Por exemplo, pode haver manifestação de afecção da síndrome do cólon irritável, síndrome uretral inespecífica, com disúria, polaciúria e cistite, síndrome miofascial, cefaléias, quadros miofasciais cervicobraquiais. A terapêutica é variada e é não medicamentosa e medicamentosa. 


Referências

JOSE, FF et al. Fibromialgia, in: LOPES e cols. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar - Clínica Médica, Manole, 887-894, 2007.

WOLFE, F. et al. The American College of Rheumatology 1990 - criteria for the classification of fibromyalgia, Arthtitis and Rheumatism, 33:160 - 172, 1990.



Dr. Dermeval Reis Junior - Biomédico Fisiopatologista

e-mail: drj.fcr.epm@hotmail.com

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SÍNDROME METABÓLICA - UMA ABORDAGEM SUCINTA SOBRE A FISIOPATOLOGIA DA RESISTÊNCIA À INSULINA E OBESIDADE

Conhecida como síndrome X, síndrome de Resistência à Insulina ou síndrome de Reaven. Esta condição não é uma 'subclasse' do Diabetes, mas é extremamente associado ao tipo 2 de Diabetes. Afeta 50 milhões de pessoas nos EUA (1 em cada 3 ou 4 adultos). Conceitualmente é um agrupamento de achados clínicos e laboratoriais que caracterizam-na como síndrome. Sua fisiopatologia é bem complexa, considerando que esta síndrome é constituída por vários distúrbios (obesidade central, abdominal e visceral, hiperatividade simpática, hipertensão arterial, intolerância à glicose, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia (hipertrigliceridemia, LDL aumentada, HDL diminuída, lipemia pós-prandial aumentada), fibrinólise desordenada (aumento do PAI-1, PAF, fator VII, XII e fibrinogênio com níveis diminuídos dos fatores trombóticos C e S e ATIII), hiperuricemia, inflamação sistêmica e disfunção endotelial. Acresça-se risco aumentado de doença vascular aterosclerótica associada ao diabetes. Assim sendo, é necessário que a fisiopatologia de cada um dos distúrbios seja descrita. Porém, não faremos isto. Devido ao fato de este distúrbio estar profundamente relacionado com Diabetes do tipo II e Obesidade, vale a pena considerar a fisiopatologia do Diabetes do tipo II, onde se faz menção da Resistência à Insulina, como um dos principais mecanismos (http://fisiologia-patologia.blogspot.com.br/2010/06/diabetes-etiopatogenese-fisiopatologia.html). A obesidade, mais enfaticamente, a obesidade central, tem sido considerada como importante e poderoso fator de risco para o desenvolvimento de diabetes do tipo 2 e, fortemente associado aos distúrbios cardiovasculares. Não por acaso, em indivíduos obesos, há forte correlação entre a hiperinsulinemia e presença de resistência à insulina. Há um conceito paradoxal que tem permanecido em voga, fazendo referência à duas bases fisiopatológicas  para o diabetes do tipo 2. Uma, a resistência à insulina e, outra, a deficiência da secreção de insulina. Na resistência à insulina, prevalece o efeito lipolítico, resultando aumento da oferta de ácidos graxos ao fígado. Por sua vez, os hepatócitos, por meio do processo de oxidação de ácidos graxos aumenta a produção hepática de glicose. Os triglicerídeos com síntese intensa, acabam por intensificar a redução do HDL e aumento do LDL, este último, com partículas altamente aterogênicas. Está instalada a dislipidemia, com hipertrigliceridemia, encontrada em obesos diabéticos  do tipo 2. Um outro mecanismo vem do próprio tecido adiposo. TNF-alfa, resistina e leptina são fatores liberados nos adipócitos eque ainda, o TNF-alfa está por ser compreendido, em sua atuação na resistência à insulina, já que a modulação da insulina em receptores é mediada por ativação da tirosina-kinase, bem como o TNF-alfa. Mas, é fato, considerar que há fortíssima interação entre a genética e o meio ambiente, quando há suscetibilidade factível às alterações no corpo humano, relacionadas à obesidade. O ganho de peso ocorre quando se consome mais energia do que se gasta (balanço negativo). É sempre conveniente lembrar da termogenina, uma  proteína desacopladora das reações oxidativas mitocondriais, ou UCP's. Ao desacoplar uma oxidação, a termogenina faz com que energia na forma de calor seja liberada. Como um importante determinante na condutância do fluxo de prótons a termogenina pode mediar o potencial eletroquímico através da membrana mitocondrial. Uma vez inibido este sistema da termogenina, então, há aumento da massa gordurosa, que pode levar ao desbalanço metabólico energético e, por fim, obesidade. Morbidade e mortalidade são aumentadas ante a associação de obesidade e diabetes. a obesidade "per se" é considerada hoje, como a "doença das doenças".

Referências
HOTAMISLIGIL, AE et al. Increase adipose tissue expression of tumor necrossis factor alfa inhuman obesity and insulin resistance. J Clin Invest 95:2409-2415, 1995.

KRODER GB et al. Tumor necrosis factor alfa and hyperglycemia-induced insulin resistance. Evidence for different mechanisms and different efects on insulin signaling. J Clin Invest 97: 1471-1477, 1996.

RANDLE, PJ et al. The glucose fatty acid cycle: ists role in insulin sensitivity and the methabolic disturbances of diabetes mellitus. Arch Biochem Biophys, 271: 1-9, 1963.  


Dr. Dermeval Reis Junior - Biomédico Fisiopatologista

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FISIOLOGIA DO ORGASMO, SEM MITOS

Vamos abordar, principalmente, o orgasmo feminino. Neste século graças ao conhecimento científico, técnico e social a pauta sobre sexualidade humana foi resgatada. A Conferência Internacional para População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994 legitimou seu conceito ao perceber que há consideração significante da saúde sexual como parte integrante de saúde reprodutiva. A sexualidade é muito mais do que uma mera função biológica reprodutiva, trata-se, conceitualmente, de fundamental experiência humana que engloba vários fatores, constituintes de todo o aparato que abriga a sexualidade. São eles, o prazer, a identidade sexual, a afetividade, as intimidade e experiências físicas, socioculturais, emocionais e cognitivas. Sabido isto é possível  afirmar que as sensações sexuais femininas podem ser despertadas por tipos variados de estímulos: fantasias, pensamentos eróticos, carícias, masturbação e coito. Pronto! todos os ingredientes estão juntos. Agora, é compreensível que, uma vez desencadeada, a resposta sexual feminina se expressa através de uma sucessão de fases que se manifestam fisiologicamente de forma sequenciada e interligadas entre si, completando-se assim o ciclo da resposta sexual humana. Diretamente ao ponto, no cérebro a região sexual localiza-se no hipotálamo onde estão localizados os neurotransmissores (substâncias liberadas entre neurônios) que ativam e que inibem o desejo, chamados de centros póstero-laterais e centros ventro-mediais, respectivamente, agindo de forma antagonista. Esses centros estão relacionados aos centros do prazer e da dor. Por essa razão ao ser acionado, o centro do desejo sofre ativação pelo centro do prazer, proporcionando à pessoa uma sensação prazerosa. Já, antagonicamente, quando o centro da dor é ativado, pode haver uma inibição do desejo pelo centro relacionado. As endorfinas, compostos químicos produzidos pelas células cerebrais (hormônio do prazer) proporcionam efeito de euforia, bem estar e alívio. Essa substancia é liberada no Sistema Nervoso Central (SNC) e vai ao mesmo tempo estimular o centro do prazer e inibir o centro da dor. Já quando se estimula o centro da dor, a produção de endorfina é bloqueada. A Excitação é  segunda fase do ciclo da resposta sexual feminina, fase de preparação para o ato sexual, que é desencadeada pelo desejo. A fase de excitação caracteriza-se por uma reação orgânica generalizada de miotonia, vasocongestão tanto dos vasos genitais locais como da pele e lubrificação vaginal. O sistema nervoso autônomo, através de sua ação parassimpática, conduz ao relaxamento da musculatura lisa vaginal, permitindo, assim, aumento de aporte sangüíneo, tumescência e lubrificação vaginais. Após o estímulo sexual, verifica-se a liberação neurogênica e endotelial do óxido nítrico que, por sua vez, provoca maior fluxo sanguíneo para a artéria clitoridiana, aumento da pressão intracavernosa no clitóris, permitindo a sua turgescência, extravasamento de suas glândulas e aumento na sua sensibilidade. À semelhança do que ocorre com o clitóris, há incremento no transudato vaginal, responsável pelo aumento da lubrificação da vagina, que é essencial ao coito prazeroso. O relaxamento na musculatura lisa da vagina possibilita sua dilatação e distensão, especialmente nos seus dois terços inferiores, permitindo a acomodação plena do pênis. Em outras palavras, numa linguagem mais simplória, o processo que leva ao orgasmo, chamado excitação, inicia-se uma adaptação, modificando-se para a relação sexual.  É uma resposta do corpo ao desejo. Na mulher a vagina, que em princípio, até este momento, era um espaço virtual e seco, só aparelho urinário, agora, torna-se mais alongada, mais alargada e bem lubrificada. Estes eventos ocorrem porquê há localmente, aumento da irrigação sanguínea, liberação de muco pelas células mucosas epiteliais da vagina e pelas glândulas vestibulares. Além disso, outras transformações importantes ocorrem. Aumento do volume uterino, bem como sua elevação na pelve e contração de fibras musculares (miotonia). Há aumento no tamanho dos seios e os mamilos enrijecem (arrepio). Há considerável aumento da frequência cardíaca (taquicardia) e respiratória (taquipnéia). Órgãos localizados próximas a região genital, como o ânus, reto, bexiga e uretra, também são afetados pelos reflexo da excitação. Sofrem contrações musculares. No aparelho genital feminino as transformações são significativas: no clitóris, nos grandes e pequenos lábios, no útero e na vagina há vasodilatação, tanto de forma superficial como profunda provocando uma congestão vascular (como ocorre no pênis, para o enrijecimento), além da miotonia. Há ruborização e aumento de tamanho dos grandes e pequenos lábios e do clitóris. Tudo isto acontece, para que, durante os estímulos físicos diversos, chegue-se ao ápice da sensação do prazer, o orgasmo. Podemos definir orgasmo como um fenômeno que consiste em contrações reflexas ritmadas e involuntárias dos músculos perivaginais e perineais, a intervalos de 0,8 segundos. Essas contrações são particularmente visíveis no terço inferior da vagina, formando a plataforma orgásmica, que consiste nos músculos e tecidos engrossados que circundam a entrada da vagina e também alguns dos músculos pélvicos, ou em outra definição, orgasmo é a sensação de êxtase, gozo ou ápice do prazer, acontece quando os estímulos sexuais alcançam com plenitude a sua atividade máxima de sensação de prazer e toda tensão sexual é 'liberada'. Ocorre o que se denomina (alguns autores) de 'plataforma orgásmica'. Ainda, segundo alguns autores, o orgasmo é um reflexo e, como tal, tem um componente sensorial e outro motor. A excitação clitoridiana dispara a descarga orgásmica feminina, que é expressa por contrações rítmicas dos músculos vaginais e circunvaginais. A fase de resolução da resposta sexual feminina é caracterizada por um período de completo relaxamento (motor) e enorme sensação de bem-estar (sensorial). No homem a ejaculação é o resultado desta fase,  onde passa por uma contração muscular com expulsão de esperma. A ejaculação se dá em duas partes, a primeira quando o líquido seminal é liberado pela próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório para a uretra; a segunda parte se dá quando a passagem desse líquido da uretra até a expulsão pelo orifício uretral localizado na cabeça do pênis. A mulher logo após o orgasmo pode ser novamente estimulada e iniciar outro ciclo excitatório, essa capacidade de ter múltiplos orgasmos não é vista no homem que em seguida a essa fase passa por um período de relaxamento denominado resolução.


Referencias
Ferreira, ALCG., e cols. Female sexual dysfunctions, FEMINA, vol. 35 (11), 2007.


Dr. Dermeval Reis Junior
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FISIOPATOLOGIA DAS INFEFCÇÕES PELO PAPILOMA VÍRUS HUMANO (HPV) NAS CÉLULAS DO COLO UTERINO

A infecção pelo HPV ocorre em mulheres jovens e é tida como uma das mais frequentes DSTs. 20% dos indivíduos sexualmente ativos são portadores desta infecção. Um número considerável e preocupante. 30 a 50 % dos jovens apresentam infecção pelo HPV. Este número sugere que a cada vez mais, jovens que iniciam precocemente a atividade sexual estão mais predispostas ao desenvolvimento de neoplasia intraepitelial escamosa cervical (NIC), ou em outras palavras, malignidade da cérvice uterina. O HPV é um virus de DNA, cujas formas HPV-5 (verrugas), 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 73 e 82, são considerados de alto risco oncogênico, com graus II e III de NIC, e câncer invasor. Como já bem sabido, vírus é um parasita intracelular obrigatório, ou seja, só atua caso tenha uma célula para que seu DNA viral seja inoculado nela. Assim sendo, as células mais favoráveis à instalação do vírus são as do colo uterino. Nesta região, há células da zona de transformação, células metaplásicas ou células basais epiteliais. Elas, por si, são células que se proliferam fisiologicamente e ainda possuem menor resistência imune. Tudo que os HPVs precisam para infectarem e se reproduzirem. Além disto, a baixa resistência imune se dá por baixos níveis de citocinas imunológicas IL-2, maior expressão de IL-10 e do elemento facilitador da imunossupressão. Em outras palavras, um ambiente totalmente favorável ao estabelecimento do agente. a ação se dá com a expressão do gene E2 do HPV, com inibição da transcrição gênica do hospedeiro (célula do colo uterino) e causa uma estagnação no ciclo celular (fases G1, S, G2), na fase G1. Isto permite a ação do controlador de integridade do DNA, a P53, que por sua vez, sofre um bloqueio por meio da expressão do gene E6. Isto favorece a atuação do gene E7, que reprime o gene Rb do hospedeiro. Assim, o processo proliferativo é liberado, promovendo a replicação do HPV, durante a maturação das células proliferadas. Assim, em cada célula da cérvice uterina infectada, vários outros vírus, surgirão e agirão com o mesmo processo.  O diagnóstico considerado padrão ouro é o histopatológico (biópsia), que identifica alterações celulares características no trato genital inferior. 

Referências

DORES, GB. Diagnóstico da infecção cérvico vaginal por papilomavirus humano. Valor da colposcopia, citologia e histopatologia como métodos diagnósticos. Tese de Mestrado - Unifesp 1989.
RIBALTA, JCL. Infecções pelo papilomavírus humano (HPV) in: LOPES, AC. Diagnóstico e tratamento Vol. 3, pp.393-401, ed. Manole, 2007.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

GLP-1, A MOLÉCULA ALVO CERTA PARA OS DIABÉTICOS E (EQUIVOCADA?) AOS OBESOS. SERÁ?

 Atualmente se fala muito sobre obesidade, tanto na prevenção desta condição como na utilização de estratégias combatentes à sua expansão. É fato que a obesidade é fortemente associada a componente genético, contudo, a multifatorial influência de outros estimuladores da obesidade estão presentes e grande parte deles são evitáveis, seja pela prática de exercícios físicos, reeducação alimentar, utilização de medicamentos, cirurgia bariátrica, entre outras estratégias terapêuticas. O fato é que, muitas pessoas que são acometidas pela obesidade, não optam em primeira escolha pelas práticas não medicamentosas e não invasivas, isto é, desejam melhorar a qualidade de vida de forma mais acelerada e induzida, ou seja, optam pela cirurgia e medicações, deixando a prática física e reeducação alimentar para segundo plano. Atualmente, uma droga recentemente colocada no mercado farmacêutico tem sido alvo de forma absolutamente incoerente e irracional na utilização do combate à obesidade, independentemente se a condição patológica do paciente exige o tratamento direcionado pela droga ou não. O mecanismos de ação desta droga é unicamente voltado ao aumento dos níveis de insulina circulantes, em pacientes diabéticos do tipo 2, ou diabetes melitus não insulinodependente. Neste tipo de doença, as células β do pâncreas, produtoras de insulina, estão com a síntese de insulina em atividade, contudo, as células dos tecidos dependentes de insulina tornaram-se insensíveis ao hormônio de forma que a insulina passa a não mais exercer sua função primordial, que consiste em estimular a expressão do GLUT 4 na superfície da membrana celular. A quantidade de insulina varia proporcionalmente ao teor de glicose presente no sangue, tendo o glucagon como coadjuvante na modulação da glicemia. Algumas drogas para o tratamento do diabetes do tipo 2 consistem em simular a insulina e exercer os mesmos efeitos. Outras, reduzem a absorção de carboidratos pelo intestino e outras alteram os parâmetros metabólicos intracelulares, promovendo down regulation e up regulation de alguns fatores de sinalização celular. O mecanismo fisiológico para a liberação da insulina na circulação pelas células b pancreáticas é pela presença de glicose, contudo outros fatores podem influenciar a expressão do gene da insulina e intensificar sua liberação. É o caso do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), produzido no intestino, em resposta à concentração luminal elevada de glicose. O GLP-1 se liga no seu receptor, acoplado à proteína G, na célula b e isto faz com que os níveis de AMPc sejam elevados, ativando PKA, gerando IP3, DAG, e araquidonato, bem como ativação da PKC. Ambas as vias amplificam o sinal do Ca++, o que intensifica as fosforilações e ativações de proteínas que promovem a exocitose da insulina. Paralelamente, o GLP-1 também promove intensificação do sinal no centro da saciedade e inibe o centro da fome, fazendo com que  haja menor ingestão alimentar.

Referências
MOLINA, P. Pâncreas endócrino, in: MOLINA, P. E. Fisiologia endócrina. Editora McGraw-Hill Interamericana do Brasil, 157-179, 2007.
ZIMRIN, A. B.; MACIAG, T.  Progress toward a unifying hypothesis for angiogenesis. J Clin Invest. 97:1359, 1996.
MONTEIRO, H. P.; CURCIO, M. F.; OLIVEIRA, C. J. R. Vias de transdução de sinais em células endoteliais: implicações na angiogênese. In: da LUZ, P. L.; LAURINDO, F.R.M.; CHAGAS, A. C. P. Endotélio e doenças cardiovasculares. Atheneu, São Paulo, 83 – 95, 2003.
BRKOVIC, A; SIROIS, M. A. Vascular Permeability Induced by VEGF Family Members in Vivo: Role of Endogenous PAF and NO Synthesis. J Cell Biochem 100: 727–737, 2007. 

 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ANGIOGÊNESE


Angiogênese é o fenômeno em que ocorre a formação de vasos sanguíneos nos  tecidos. Em tecidos lesados, a formação de vasos é chamada de neoangiogênese. Este fenômeno tem como base, estruturas capilares pré-existentes, tanto para a manutenção da estrutura como para o reparo do tecido em lesões. Este processo, que por sinal é orquestrado, depende da ação de citocinas – TNF-α e E-selectina solúvel - e fatores de crescimento – EGF, VEGF e FGF - que permitem a evolução de capilares em proliferação e migração, e por fim, sua reposição nos tecidos com a diferenciação em células do endotélio e seu acoplamento espacial nos tubos vasculares pré-existentes. Além disso, esses fatores de crescimento são os reguladores da angiogênese, sendo o VEGF o mais potente regulador dos processos angiogênicos de ordem patológica ou fisiológica. O VEGF é o fator de crescimento derivado do endotélio vascular e possui dois receptores tirosina kinase (RTK): VEGFR-1 e VEGFR-2 e não tirosina kinase (família Src) de células endoteliais. Sua ação é acionar a via Ras-MAPK  para iniciar a via intracelular que acionará fatores transcricionais, permitindo a ampliação dos vasos nos tecidos.
Tem sido mostrado no desenvolvimento embrionário RTKs – Flk-1/KDR e Flt-1 – em que o VEGF se liga promovendo o processo de angiogênese. A tensão de O2 tem sido considerada como importante mediador na regulação da expressão gênica do VEGF. Também, a sobrevida e melhora função da célula endotelial têm sido atribuídas ao VEGF. Os mecanismos propostos estão por ser elucidados, mas a tensão de O2 desempenha significante papel na regulação da expressão de VEGF. Baixa pressão parcial de O2 intensifica a expressão do RNAm do VEGF. Não só o VEGF, mas a hipóxia parece aumentar a expressão do RNAm também da eritropoietina (EPO), um hormônio que induz aumento da síntese de eritrócitos e consequentemente do aumento da oxigenação tecidual. A razão entre eNOS/NO é um importante regulador das ações do VEGF. Parece que este componente implica em ações do VEGF que estão envolvidas nas alterações hemodinâmicas pertinentes à permeabilidade microvascular. Vários são os estímulos que indicam as ações enzimáticas da eNOS, como shear stress, citocinas inflamatórias, hiperglicemia e  estes tipos de injúria podem modular a expressão e atividade da eNOS. Uma enzima que está se destacando é a fosfolipase D (PLD) como enzima chave, juntamente com a eNOS em ativar o VEGF. Ambas são dependentes de PKC e de ativação da MAPK.


Referências
FOLKMAN, J. Angiogenesis in câncer, vascular rheumatoid, and other diseases. Nat Med. 1:27-31, 1995.
ZIMRIN, A. B.; MACIAG, T.  Progress toward a unifying hypothesis for angiogenesis. J Clin Invest. 97:1359, 1996.
MONTEIRO, H. P.; CURCIO, M. F.; OLIVEIRA, C. J. R. Vias de transdução de sinais em células endoteliais: implicações na angiogênese. In: da LUZ, P. L.; LAURINDO, F.R.M.; CHAGAS, A. C. P. Endotélio e doenças cardiovasculares. Atheneu, São Paulo, 83 – 95, 2003.
BRKOVIC, A; SIROIS, M. A. Vascular Permeability Induced by VEGF Family Members in Vivo: Role of Endogenous PAF and NO Synthesis. J Cell Biochem 100: 727–737, 2007.  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O QUE SÃO ESTAS MOLÉCULAS, AS CITOCINAS.

Afinal, que tanto se fala sobre estas substâncias, menciona-se este nome em quase todas as grandes áreas da medicina, além da imunologia e sabe-se que estas substâncias estão envolvidas em muitos mecanismos bioquímicos que, agora, após terem recebido toda a atenção da investigação científica, se tornaram alvos terapêuticos e descritas como protagonistas da fisiopatologia de muitas doenças. Por definição, “citocina” ou do inglês – citokine - funcionalmente, são proteínas de baixo peso molecular que, em princípio, são coadjuvantes da regulação da resposta imune, seja de forma direta ou indireta, autócrina ou parácrina e em poucos casos, endócrina. São diversos os tipos de citocinas e com diversas funções. Seu mecanismo de ação consiste na ligação aos receptores específicos na membrana celular da célula alvo e, assim, deflagra vias de transdução de sinal; em muitas células promovem alteração da expressão gênica. Em outros casos, podem agir em determinada célula alvo, próxima de sua circunvizinhança, simplesmente para induzir esta célula a secretar outra citocina bem diferente ou alterar sua expressão gênica. Uma ação em que uma célula secreta uma citocina e esta interage em outra célula alvo próxima, adjacente, é chamada de comunicação parácrina. As citocinas possuem a capacidade de interagir sobre a própria célula que a secretou. Esta comunicação é chamada de autócrina. As citocinas, de forma geral, regulam a intensidade e a duração das resposta imune por meio da estimulação ou inibição da ativação, proliferação e/ou diferenciação da várias células. É notório que em determinado mecanismo, seja resposta imune ou não, sua presença indica que há o desenvolvimento de um estágio inflamatório. Esta consideração se faz no sentido de afirmar que nem sempre, processos inflamatórios significam que há bactéria ou vírus causando infecção e posteriormente inflamação. Em outras palavras, onda há ação de uma citocina, há um processo inflamatório. Um bom exemplo disto é na hipertrofia do miocárdio, onde há ação de citocinas que participam do processo que faz com que haja aumento da massa miocárdica e desorganização de sua estrutura geométrica, até que, na fase patológica, esta hipertrofia se torna a marca estrutural da ICC.
É salutar considerar que as citocinas exibem importantes atributos de pleiotropia, antagonismo, indução de cascata, redundância e sinergia, que as permitem regular a atividade celular de forma coordenada. Dentro do contexto citocinas, há tipos variados, conforme o local de síntese ou função. As linfocinas, aquelas que são secretadas por linfócitos; interleucinas, aquelas secretadas por leucócitos e as quimiocinas, um grupo que atua pela sua afinidade química em promover quimiotaxia.
As citocinas pleiotrópicas, possuem atividades em células B, promovendo ativação, proliferação e diferenciação destas e timócitos e mastócitos, promovendo proliferação destes. Como função redundante, a célula secreta várias citocinas diferentes e estas, juntas interagem com outra célula – linfócito B - e induz à proliferação. Como função antagonista, a célula secretora de uma citocina que ativa outra célula alvo, também secreta um antagonista, substância que irá bloquear a ação desta citocina secretada, na célula alvo. Por fim, como indutora de cascata, a célula secretora, ao secretar uma citocina, esta irá interagir com a célula alvo, que por sua vez irá secretar outra citocina e esta irá agir em outra célula alvo. Esta célula alvo poderá secretar outras substâncias, inclusive citocinas.
As citocinas, bem como várias outras moléculas efetoras, necessitam de mediadores que interajam no sentido de propagar a transdução de sinais intracelulares.  JAK e Stat são as principais moléculas envolvidas. As proteínas Janus Kinase (JAK) ativadas criam sítios de encaixe para os fatores de transcrição do Stat por meio da fosforilação dos resíduos de tirosina específicos situados nas subunidades intracelulares dos receptores de citocinas. Os Stat têm como propriedade a capacidade de translocação dos sítios de encaixe até o núcleo, local da transcrição de genes.
Há, finalmente, citocinas que atuam hoje como terápicos em diversas patologias, principalmente as de ordem alérgica. Antagonistas e bloqueadores de TNF-α, IFN-γ e agonistas de receptores que controlam a transcrição gênica.
 Referências

Mecanismos efetores imunes – Citocinas, In:  GOLDSBY, RA.; KINDT, TJ.; OSBORNE, BA. Imunologia, 4ª edição, Revinter – RJ, 301-328, 2002.

De LIMA, FD.; ABDALLAH, KA. Terapia biológica nas doenças alérgicas. In:LOPES, AC. Diagnóstico e tratamento, vol. 1, Manole, Barueri-SP, 379-382, 2006.


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